terça-feira, 19 de abril de 2011

Relato de um doutorando vivendo em Roraima.

Vários são os indícios de que a apatia política e total falta de cumprimento com nosso dever cívico nos leva rumo ao caos em todos os sentidos.
Elevar o nível de consciência e a capacidade de mobilização do povo vem se tornando necessidades cada vez mais INDISPENSÁVEIS!

Segue abaixo o relato de uma pessoa que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata- se de um Brasil que a gente não conhece..

"As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.
Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução.
Para começar, o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense. Pra falar a verdade, acho que a proporção de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto, falta uma identidade com a terra.
Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, (e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro) ou a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo.
Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando- se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades.
Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 km ) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena (Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados.
Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI.
Outro detalhe: americanos entram à hora que quiserem. Se você não tem uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem- se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tiponerdcom cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas, pasme, se você quiser montar uma empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí, camu-camu etc., medicinais ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar 'royalties' para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia...
Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: Os americanos vão acabar tomando a Amazônia.E em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes.. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí:
'Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa'.

A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivo de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático). Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares.
Pergunto inocentemente às pessoas: porque os americanos querem tanto proteger os índios ? A resposta é absolutamente a mesma, porque as terras indígenas além das riquezas animal e vegetal, da abundância de água, são extremamente ricas em ouro - encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO.
Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma autoridade do sul que vá fazer alguma coisa.
É, pessoal... saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho.

Será que podemos fazer alguma coisa???

Acho que sim."

Mara Silvia Alexandre Costa
Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag.Patog. FMRP - USP 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

SOMOS TODOS PIORES DE BELÔ



Enquadrados como...?
A prisão extraordinária de pixadores pelo crime de formação de quadrilha faz parte de uma história um pouco mais complexa, que começa pelo anúncio de uma Copa do Mundo no Brasil, passa por políticas públicas imediatistas e autoritárias, e não temos idéia de onde vai parar. Nesse caso específico, o episódio é protagonizado pelo “Movimento” Respeito por BH, que de movimento não tem nada, consiste em mais um programa do governo de Márcio Lacerda. Por iniciativa do pseudo-movimento, o Ministério Público e a Polícia Civil passaram a investigar os pixadores de Belo Horizonte através da internet e de buscas em suas residências (com a conhecida “gentileza” das forças policiais), onde apreenderam desnecessariamente computadores e outros itens dos acusados.
Por fim, como um ápice cinematográfico das chamadas operações BH Mais Limpa, buscaram mais uma vez os Piores de Belô em casa, de viatura, e os encaminharam para uma penitenciária onde aguardam julgamento por um crime que não lhes diz respeito. Aguardamos juntos, a mais uma condenação pública da liberdade de expressão mineira.

A invenção do criminoso e histórias similares
São velhas conhecidas as figuras dos bodes expiatórios. Animais solitários, distinguidos e separados... crias do abandono. Outras vezes bruxos, feiticeiras, conspiradores, loucos – tipos estranhos premiados com o isolamento.
Não há exagero. O fato de termos seis homens numa penitenciária acusados do crime de formação de quadrilha por terem pintado com tinta as paredes da cidade evidencia isto. Para os desinformados, vale lembrar: cotidianamente a pixação é tratada como contravenção, normalmente substituída, mediante transação penal, por penas alternativas. O tratamento jurídico normalmente dispensado a ela não chega nem perto daquele dado ao crime de formação de quadrilha. A conveniência de se tomar gato por lebre, neste caso, confirma ainda mais o quanto a “movimentação” Respeito por BH quer fazer de bodes expiatórios os Piores de Belô, em meio a toda uma trama de limpeza da cidade. Os Piores estão deixados como exemplo, são os punidos que servem como mostra pública de até onde pode chegar a retaliação a qualquer ato que fira os princípios de regimento oficial da cidade.
Primeiro, deve-se alertar: essa operação contra os Piores (e contra a pixação em geral) é orientada por um conjunto de políticas e de modos de se relacionar com o espaço público que hoje já se revelam como tendência em BH e outras capitais mundiais. Especulação imobiliária, entrega do espaço público com benefícios ao capital privado, cerco fechado por parte da segurança pública, enrijecimento da repressão nas ruas, exclusão de informais e indigentes, monitoramento ultra-avançado de algumas regiões, tudo isso somado às contendas das famílias tradicionais e dos grandes investidores. Um pacote que pretende consolidar projetos de higienização da cidade - seguir na seleção dos úteis e dos inúteis nesse palco.
Ora, a pixação, insistentemente definida como vandalismo pela grande mídia e pelo senso comum, é o vandalismo que não inutiliza o objeto de sua ação, apenas interfere nele. É, além de tudo, cultura produzida e mantida em movimento pelos seus atores sem nenhum tipo de incentivo além da marginalidade. É manifestação própria da cidade, território de criatividade, geradora de questionamentos, formadora de tipos específicos de ator e de memória. Inevitável não fazer a menção histórica: a escrita na parede, de pedra ou de concreto, permeia nossa caminhada cultural do início mais remoto às manifestações artísticas contemporâneas - que o sistema de arte (e portanto o próprio sistema capitalista) celebra, abrindo champagnes em galerias – passando por toda uma tradição de resistência política e pela expressão espontânea de agentes de todos os tempos.
Importante lembrar o caso do grupo que invadiu e pixou a Bienal de São Paulo, em 2008. Pois se hoje os pixadores paulistas tem credenciais para entrar na mais importante exposição de arte da América Latina, na ocasião de sua ação direta eles foram tratados com jeito semelhante ao dos Piores de Belô. Devido a queixa prestada pela Fundação Bienal à polícia paulista, a pixadora Carolina Pivetta, então com 22 anos, foi encarcerada, acusada de se associar a “milicianos” com fins de “destruir as dependências do prédio” da Bienal, segundo a denúncia do Ministério Público.
Peraí. “Milicianos”? “Destruir as dependências do prédio”? Vê-se como os termos são, no mínimo, rasos. Tanto no caso dos pixadores paulistas quanto no dos belorizontinos não estamos lidando com criminosos deste calibre, e a interpretação dada aos fatos deturpa a dimensão da pixação. Milicianos, assim como formadores de quadrilha, não se unem para pintar paredes. Pintar paredes, por sua vez, não destrói coisa alguma, antes constrói significados, redes e subjetivações do espaço através da produção de imagens. Importante reforçar: é, antes de tudo, mais um modo de incidir politicamente na cidade.


A crosta da cidade, território do pixo
Fascismo velado à la mineira. A resposta do público diante das notícias da prisão dos Piores de Belô traz à tona a violência recalcada da tradicional família mineira. Pelas páginas de comentários nas redes da internet, por trás de um anonimato covarde, proliferam desejos de execução sumária, exclusão e tortura. “O pixador, esse grande filho da puta, tem que morrer!”, grita afoito o pai de família. A demonização deste ator/ativista controverso das metrópoles deveria nos fazer pensar. Na cidade, onde proliferam mazelas de todos os tipos, onde os desequilíbrios e carências se dão em instâncias essenciais da vida de milhões de seres humanos, é de se questionar a atenção dispensada a uma mazela visual. A pixação é simplesmente a letra escrita, exposta como ferida, mas contra ela se legitimam facilmente o ódio, a tortura e a manobra política.
O território de atuação da pixação – a superfície da cidade – é uma superfície política. Quando o pixo age sobre esse espaço político se choca com o uso mercantil que é feito da cidade, expõe uma expressão do marginalizado onde normalmente só se faz esconder, maquiar e especular. A prisão dos Piores de Belô é igualmente superficial. Não se trata de uma solução no sentido forte, mas um remendo, uma tentativa controversa de estancamento da ferida social por onde jorra tinta. Sem nos esquecermos de contextualizar este fato dentro de uma onda de intolerâncias que vem se mostrando nas ações da administração pública de BH. Nem segurança pública, nem poluição visual e nem mesmo a própria pixação (ou os problemas sociais que a estimulam) encontram na manobra do Ministério Público uma resposta adequada. O tratamento dado aos personagens da suposta “quadrilha” fede a artimanha de ditadura.

Existem leis contra a propaganda eleitoral, que é legalizada. Mas, e daí? Algum político a respeita? Pichadores não utilizam só os espaços públicos, como a maioria dos "grafiteiros". Eles preferem os espaços e muros de propriedades privadas, mesmo. A lei, por mais estratégica que seja sua função, não conterá a manifestação dos pichadores. Ou alguém acha que a legalização de uma atividade sem tributo se transformará em atividade ordenada e adequada com a Receita Federal? O raciocínio (digamos que o seja) se aplicaria muito bem a atividades ilegais que portam custo e, caso legalizadas, como o contrabando teriam a ganhar, desde que obtendo lucros. Mas, não é o caso de algo que funciona sem este quesito.

E se a lei contra pichação se expandir e vetar ideais e valores de algum grupo maior e unido por algum laço profissional, local ou cultural? Se alguém for impedido de fazer seu próprio trabalho por causa da legislação? Se a repressão continuar, pode-se chegar ao ponto de termos que parar de fazer intervenções, exposições de arte, grafite, projetos de design, arte ou até mesmo pintar o muro da própria casa para não correr o risco de ser preso por burlar a ordem da cidade cinza e limpa.

Mas quem vive seu dia a dia trabalhando, pagando impostos, levando filhos à escola, indo ao cinema, viajando de fim de semana, fazendo compra em shoppings, indo a feiras e supermercados, enfim, vivendo sua vida normal, tem o direito de querer que bandidos sejam presos e mortos. E que sejam presos os pichadores que sujam e colocam desordem colorindo a nossa tão querida cidade cinza. Ver-se representado no Capitão Nascimento e no Bope não é pecado de gente reacionária. É condição de quem é vitima, seja de um Estado irresponsável, seja de bandidos e assassinos. Passou o trauma da ditadura. A história “andou”. A população quer ver sua honestidade banal e cotidiana contemplada no direito de andar de ônibus e de carro. Basta de papo furado, devemos ter escola, saúde, justiça e faca na caveira. Nada disso é belo, mas um mundo “belo” é para gente infantil. Grande parte de nossa “inteligência profissional” tende a desmerecer este grande detalhe: o “povo”, categoria social tão amada por quem quer fazer dela uma “santidade política”, gosta de ver bandidos presos e mortos. Neste momento, a “inteligência profissional” abandona o “povo” em seu “gosto alienado”. Nosso mundo é muito mais complexo do que nosso “coração de estudante” consegue imaginá-lo.

Solidariedade
Por tudo isso, se faz necessário gritar LIBERDADE AOS PIORES DE BELÔ! Este grito deve ser levado a cabo por cada um que seja minimamente solidário com a liberdade de expressão e com a manutenção da vida na cidade. Da mesma forma devem ser lembrados os desalojados das Torres Gêmeas e os ameaçados das ocupações urbanas de BH, os impedidos de entrar nas praças públicas e todo aquele que morre de alguma maneira na mentira de um “centro vivo”. Somente por meio da solidariedade que se identifica com o seu igual e tece, a partir daí, uma rede horizontal de resistência podemos fazer a oposição necessária ao disparate que é a prisão dos Piores de Belô, bem como os processos de mercantilização e cercamento das cidades.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Democracia

¿Depende de quem? 






Fala-se muito em democracia, mas não se vive e não se busca uma realidade social de fato democrática. A concretização dos ideais democráticos implica necessariamente, na participação direta e indireta do povo no poder. Enquanto cada cidadão não se enxergar como agente tranformador, se engajar politicamente e comprometer-se com seu dever cívico, a democracia será sempre uma demagogia exercida em beneficío de um minoria privilegiada, agravando cada vez mais o quadro de injustiças e desigualdades. 
Parece que em alguns momentos ocorre na cabeça do brasileiro um insano lapso de incoerência e ingenuidade ao acreditar na possibilidade de uma política séria e transformadora, a favor de um povo pouco coeso, que não se interessa  pela esfera pública, só se enxerga enquanto indíviduo e não enquanto cidadão, apático, condescendente, preocupado apenas em suprir suas necessidades egoísticas e consumistas.
Isso vale pra mim, pra você, pra todos nós... somos igualmente responsáveis por tudo que vivemos no nosso país: "Não adianta ter muita fé e pouca luta..." A responsabilidade é nossa, o momento é agora!
AMOR À PATRIA, OTIMISMO, ATIVISMO... são as palavras de ordem!
Nosso país é maravilhoso, sim! O patriotismo e uma ideologia forte de indentidade nacional são as principais armas que temos para lutar por um BRASIL melhor.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

(In)conveniência Parlamentar x Conivência Popular

Como todos sabem, foi aprovado dia 16/12 o projeto que eleva o salário dos parlamentares, do presidente, do vice e dos ministros de Estado para R$ 26,7 mil, a partir de 1º de fevereiro de 2011.
A votação previamente definida com caratér de urgência, teve duração de apenas 10 minutos, com um quórum de 317 parlamentares. E como era de se esperar, essa aprovação gerou grande repercusão e polêmica, pois acentua ainda mais o contraste entre a realidade do povo brasileiro, recém agraciado com o salário mínimo de R$ 540,00, com a luxuosa realidade daqueles que compõem o poder. Isso sem considerar as demais regalias legalmente instituídas e nos abusos de ilegalidade e corrupção. A indignação e o descontentamento popular são realmente inevitáveis. Não tem se falado tanto em outra coisa nas ruas e nas redes e sociais, passeatas e reinvindicações vem sendo organizadas em diversas partes do país. O que nesse ponto, é muito positivo para o processo de ampliação da conscientização política e da participação democrática. 
Hoje, assistindo na tv senado a votação para o Orçamento Geral da União (Veja a definição orçamentária para 2011), tendo em vista que se trata de uma das sessões mais importante do ano, fiquei indignadíssima ao ver o congresso praticamente vazio, sem contar que vários assessores e demais servidores também estavam ali presentes. Diferentemente da sessão do dia 16, o quórum inicial era inferior a 100 parlamentares. Mais um indicativo de que o nosso legislativo atua com prioridade máxima em atender interesses próprios e não em favor da nação.
No local onde se deveria representar os interesses e direitos do povo, ocorre arbitrariedades inaceitáveis e ações abusivas constantes, dignas também de mesma repercussão. Portanto, o acompanhamento contínuo e a  intensa mobilização da população deve se tornar habitual. De outra forma, não consigo enxergar melhorias no lamentável quadro político brasileiro.





Programação das passeatas divulgada pelas redes:
Brasília
21/12, às 10h, na rodoviária do Plano Piloto. A concentração será na escada de acesso ao metrô.
Reunião: 20/12, no CA de Serviço Social, às 10h.


Belo Horizonte
Praça da estação, às 16h, dia 27/12

Fortaleza
27/12, às 16h, na praça do Ferreira

Manaus
Planos em andamento

Recife
27/12, às 16h. (concentração a definir na reunião)
Reunião dia 23/12 no 13 DE MAIO, às 17:00.

Rio de Janeiro
27/12, às 14h, em frente a igreja candelária no centro.

Salvador
22/12, às 13h, no cruzamento da Avenida Reitor Miguel
Reunião dia 20/12, às 14h, na biblioteca da UFBA, campus Ondina.

São Paulo
20/12, as 13h, na praça Oswaldo Cruz.
22/12, as 18h, no vão do MASP

Enquanto isso somos obrigados a engolir deputados " sortudos":



terça-feira, 21 de dezembro de 2010

VIOLA MILITANTE


A aliança presente neste documentário entre arte simples e independente, com engajamento político e militância junto aos movimentos sociais é realmente fantástica!


Projeto de conclusão de curso na UFMG, documentário narra trajetória de Pereira da Viola
Gabriela Garcia



Comum na paisagem rural do Nordeste brasileiro e do interior de Minas, aboio é o canto que orienta a movimentação dos bois pelos pastos e campos. O violeiro Pereira da Viola, nascido em São Julião, no Vale do Mucuri, aprendeu essa arte em sua infância, mas hoje, em vez de gado, é um reconhecido ‘aboiador’ do movimento de violeiros em Minas Gerais.
Sua trajetória é tema do videodocumentário Aboiador de violas, produzido por Tata Lobo e Léo Rodrigues, graduados em Comunicação Social pela UFMG, e que foi lançado no Usiminas Belas-Artes Cinema. Ele narra a relação de Pereira da Viola com o movimento cultural e político que circunda a viola caipira. O músico alia sua obra com a compreensão própria de cultura popular e o compromisso com os movimentos sociais ligados à terra. O documentário é fruto de trabalho de conclusão do curso defendido no primeiro semestre deste ano.
O interesse pela história do músico surgiu a partir de uma pesquisa de Tata Lobo sobre o movimento dos violeiros no país, que se concentra fundamentalmente em Belo Horizonte. Há, nesse movimento, uma corrente, denominada “novos violeiros”, considerada de renovação. É justamente o que Pereira da Viola faz, ao unir e misturar viola clássica e inovação musical.


Na estrada
O videodocumentário foi produzido em nove meses, durante os quais Tata e Léo percorreram quase cinco mil quilômetros no interior de Minas Gerais e da Bahia. Para condensar as 26 horas gravadas de trabalho em 62 minutos de vídeo, eles elegeram três eixos de orientação: o próprio músico, Pereira da Viola, o instrumento que ele utiliza e a ética na relação com os movimentos sociais. Os dois chegaram até mesmo a acompanhar a produção das violas na oficina do Luthier, profissional que trabalha com construção e manutenção de instrumentos musicais, em Sabará, e foram a um show de Pereira da Viola durante o Congresso Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em Montes Claros.
As relações que Pereira constrói durante a vida dão o tom da narrativa. O violeiro, que vem de família de músicos, filiou-se ao Movimento dos Sem Terra (MST) já na adolescência. Ou seja, sua militância nos movimentos sociais antecedeu a dedicação à música. Hoje, segundo Tata Lobo, Pereira sofre influência dos dois lados: “A música renova esse sentimento de luta”.
Identidade cultural
A opção pela história de Pereira da Viola não veio por acaso. Tanto Léo quanto Tata atuaram no movimento estudantil durante a graduação em Comunicação Social na UFMG, participaram de gestão do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e atribuem a essa trajetória a identificação com a ideologia do músico. Retratado no documentário, o Congresso Nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT) é um dos momentos que mais marcaram a dupla durante as filmagens. “Foi um choque. A CPT é uma militância diferente, acontece em outro ritmo, existe solidariedade, romantismo social. A questão religiosa também entra como uma crença na mudança social”, explica Léo Rodrigues.
De acordo com ele, o documentário se opõe à concepção de que o Brasil não tem identidade cultural nacional por causa da diversidade e extensão territorial. “A identidade nacional não é pautada pela padronização da manifestação. Não significa que a diversidade anula a identidade, ela está em uma memória que guarda elementos comuns”, argumenta.

Texto extraído de: http://www.ufmg.br/boletim/bol1720/8.shtml

Ativismo!


Impossível se pensar em medidas de resolução para qualquer problema social sem ressaltar a responsabilidade inerente a cada cidadão. Se vc se julga apto a tecer críticas, mobilize-se, saia da zona de conforto. Sinta-se também apto a exercer sua cidadania, ao cumprir de maneira ética e consciente com o seu dever cívico!
No mundo há muitas causas, abraçá-las em sua totalidade é humanamente impossível. O que leva muitas pessoas a uma frustação que resulta em estagnatismo. Ao contrário do que mtos clichês dizem, você não é capaz de mudar mundo! Mas vc pode e deve, contribuir positiva e ativamente para um mundo melhor!
Erga as suas bandeiras e lute por elas com verdadeira paixão! Seja e sinta-se realmente útil.

Manifeste Ação!



O pulso ainda pulsa...

Apesar das patologias nacionais, o patriotismo, o reconhecimento civíco e o ativismo democrático não podem se extinguir. Omissão e apatia política não resolverão os nossos problemas, mto pelo contrário, só os intensifica!!







" Nada se deve esperar dos homens que entram na vida sem se entusiasmarem por um ideal.
Não se nasce jovem, é preciso adquirir a juventude e, sem ideal, é impossível adquiri la ".